Semi-perdas
Das mortes que vivi muitas não me mataram Outras ressuscitaram a fonte jazente do que perdi
Das mortes que me habitam todas quantas me traduzem as graças turvas que reluzem aos ocos ódios que me incitam
Às mortes que matei presto fúnebre estima do que em inútil esgrima me perdi no que ganhei
As mortes que vivi de pouco me valeram e a esmo pereceram no vão do nada que perdi
Das mortes que vivi muitas há que não cri e em mortes não crendo por tudo ou nada não morrendo em vida ainda não morri.
Escrito por Adrilles Jorge às 17h01
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