Nada menos
Nada menos que nada: aquém da possibilidade do silêncio matura esta ínfima morte cotidiana escoando nos póros, valas abertas de um projeto inacabado de solidão
Só menos que só: a companhia da pele nodosa e seus despojos de sangue e mágoa ressoando sombras de descaminhos na treva esmaecida da memória do amanhã onde refulge esta luz negra que ilumina toda palavra
Agora, já não mais: nada, menos que nada à espera de algo menos que esta paz angustiante que sufoca tudo mais.
Escrito por Adrilles Jorge às 02h12
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